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terça-feira, 8 de setembro de 2009

papel quadriculado

Pega régua de cálculos
Compasso e a sua tabuada
Inclua em seus dados
As flores secas do outono
O barco navegando no oceano
E aos outros tantos planos
Sou fator de potência nesta sentença
Tanto faz se soma ou subtrai
Quem realmente se sente livre quando chega
E quem se encontra quando parte
Nesta calçada dourada
Emoções são tantas que exalam
A felicidade esta sempre alí a um passo
E nem é preciso falar em voz alta
Desde que saiba a resposta

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Viagem

A distância nem era pra existir
Um sentimento diferente tomando corpo
Dou corda no relógio
Tiro a lama do sapato
Em silêncio argumentos foram se acabando
Estou pronto pra acordar
Juntar a mala jogada no fundo do armário
Vestir o terno desalinhado há tempos
Nestas horas não existem rugas
Nunca é tarde
Sei o quanto sonhei em minhas viagens
Sem tirar o nó da gravata
Muito menos o vazio do meu peito

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

noite clara

Estrelando a noite clara
Em plena luz do luar
Sua imagem
Me congela o olhar
Sua silhueta
Minha inspiração
Admirando a leve brisa
Balança seus cabelos
Passeia em seu rosto
Brinca em seu corpo
Me deixa sem ar

terça-feira, 18 de agosto de 2009

intuito

O intuito volta
Buscando barreiras naturais que impeçam
É claro o caminho no traço
Recalculando o improviso no momento
Aos risos presumindo riscos
Das figuras opalescentes
Costumeiros cravos se agarram ao clima
Enraizados com tempo florescem

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Factóides

Pois pode parecer sim
Como bem entender
Até o fim
Ao cair do clima
Estas imagens refletem
E nada escondem
Factóides em suas lentes
Andróides invadem minha mente
A aliança adianta fronteiras
Aparências transpassam barreiras
E aos trancos e barrancos
A multidão atropela
Em um clique selvagem
Uma imagem se revela
Cada soldado deste exécito
Acorrentado até os dentes
Rolando barrancos abaixo
Marchando sempre em frente

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Entrevista

Persiste encontrar sentido único
Ainda não é merecido descanso
Causos contam e se multiplicam
Mas não equacionam orbitais
Pula e acerta a cara n'água
Refresca mas não apaga
Cada esboço de reação
Depende de uma ação
Para pensamento abstrato
Desde a escola até pós graduação
No vazio em iminência
Chega pronto pro papel

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Arte de Parede

Onde aquela força minha
Alimenta a astúcia
Pronto pára e observa
Muito pouco se contesta
É mais fácil
Quando se é de outro planeta
Pra chegar até a outra ponta
Algo se percebe
Alguns passos são falsos
Intolerâncias e cuidados
Aos tratos educados
Aqui se aprende
Língua ao invés
...
A navalha virou arte de parede
Agora não jorra mais sangue
Áspas tomam ar de calha
Há tanto
Não chove muito

sábado, 1 de agosto de 2009

Ambulante

Eu falo sózinho quando sinto que não estou vivo
Sou apenas um troféu de meus atos
Minha imaginação alcança as núvens
Sou apenas ingêuo
Minhas crenças são perenes
Sinto o que sinto
Faço o que faço
Sem querer
Acredito
Preciso preteger meus sentimentos
A aurora trouxe dúvidas e conflitos
Ao seu lado agora jaz meu vazio

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A Lista

Na estreita hora certa
Revisa a lista para ver se esquece
Um item se repete
Especialmente este
Justo agora já é tarde
Não precisa de verdade
Mas tem duas vezes

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Aposta

Rolem os dados
Ladeira abaixo
Corre pra ver o estrago
Cada um com o seu guardado
Apertado
Aguardando o resultado

sábado, 27 de junho de 2009

Alto

Com amor e despreparo
Com carinho e destilado
Um túnel atrás de outro
À caminho do oceano
Onde nesta época do ano
No sol ardente
Cercados de correntes
Pássaros voam mais alto

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sem parar

Algumas núvens parecem até paradas
Com esta distância
Não sei nem ao certo
Para onde olhava
Sabia que o céu estava alí
Não só para brindar
E eramos nós
Que fazíamos o que fazíamos
Sem parar

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Asfalto Quente

Ora era pra ser uma realidade emocionante
Ora virou tudo miragem no asfalto quente
Acontece
Não é nada
Neste mundo de muitos
Um parece doido
O outro extravasa

terça-feira, 9 de junho de 2009

Colina

Do alto da colina
A vista também é bela
O retrato que coloca na parede
A música que toca mais de mil vezes
Seria loucura minha
Fosse apenas um cenário
Em estado sólido me deparo
Na beleza que se espalha
Na luz que reflete seu rosto
O que não há de ser nada
Sem o sabor do seu tempero
Sem o calor do seu cheiro
Perco então alguns momentos
Na tarde que cai em seguida
O dia que se revela
Do alto da colina

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Passando

Com o cair da temperatura na noite passada
O orvalho da grama ainda não quebrou o gelo
Mesmo com o despertar do sol que por hora só espia
Enquanto começa outro dia
Do lado de dentro da minha janela em movimento
Aos poucos também desperto
É bom saber que a beleza da vida está alí
Vivendo a sua rotina
Aos olhos de quem olha

quinta-feira, 28 de maio de 2009

não contra

Poesia na ponta da espada de um dom quixote qualquer
Que apesar de toda insanidade
Nunca se deixou levar a sua destreza
Nem do topo da tolice
Nunca armou briga de covarde
A não ser contra si mesmo
Existirá sempre dentro do ser um humano a solta

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Em movimento

Há tempos não sentia o vento
Batendo forte assim na minha cara
A estrada esta muito clara
E ao cair da noite fica ainda mais bela
Tenho agora mais certeza
Que estou no lugar certo
Meu caminho está iluminado
Fica fácil seguir no rítmo
Atento ao movimento
O veículo mais lento deste trecho
Sou eu que guio
Estou em sua sintonia
Não deixaria de aproveitar esta vista
Por nada neste mundo

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sonhei

Sonhei que estava comigo
E não onde está
Que estavamos dirigindo
E voce não queriqa parar
Continuava me dizendo para não parar
Continuar indo
Que no final chegaríamos lá
Onde cheguei
E você não está

Pisa fundo no acelerador

Talvez esteja tudo em ordem
Pode seguir viagem
Sem data de retorno
Precisa tomar o rumo
Não há incômodo
Nunca houve transtorno
Sem telefones para recados
Roda pelas estradas
Pisando fundo no acelerador
Procura o destino
Através do pára-brisa
Agora que tem o volante em mãos

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sinais

Tem horas que sinais dizem-me para correr
Tem horas que sinais dizem-me para parar
Será que estou indo a algum lugar?
Será que posso confiar em meus instintos?
Sinais podem ser mal interpretados
Sinais também podem ser trocados
A estas alturas
Poderia estar em um lugar bem diferente
Daquele que imaginava
Daquele que desejava
Daquele dos sinais
Diferente daqui